8 de ago. de 2011

Os Alunos Bonzinhos'



Por Içami Tiba

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Houve um tempo, há algumas décadas, que o comportamento do aluno era tão avaliado quanto o seu aprendizado. Se um aluno estivesse quieto, calado, não se mexesse muito, não perturbasse em nada a aula, nem sequer perguntasse uma dúvida que tivesse, pronto: nota máxima em comportamento.  Por esta nota os pais, que tinham que assinar o boletim, sabiam se o seu filho fez bagunça ou não na sala de aula.

Assim, quem estivesse tímido, com graves problemas psicológicos como isolamento, mutismo, séria dificuldade de relacionamento, considerável baixa na auto-estima a ponto de julgar-se incompetente para participar da aula etc. poderia receber uma boa nota de comportamento.

Era a época em que reinava o ensino autoritário, quando as regras escolares estavam acima de qualquer aluno, o dever estava muito distante do prazer, do lúdico, da alegria de viver. É deste período que os professores cometiam atos hoje considerados abusos de poder e até mesmo de bullying, como taxar o aluno de burro, fazer o aluno “ajoelhar no milho” etc.

Felizmente estas avaliações de comportamento acabaram, o ensino humanizou e o aluno adquiriu seus direitos de manifestação.

Como toda água que se represa, quando se solta inunda descontroladamente tudo por onde passa, e não irriga somente o que precisa; o comportamento dos alunos também “detonou” com tudo o que encontrou pela frente como liberdade de expressão, limites, regras e educação.

Os alunos ficaram como que viciados pela agitação e vontades próprias. Quando não fazem o que querem e não se agitam, começam a sofrer um tipo de abstinência ficando irritados, aborrecidos, desrespeitosos, agressivos, tumultuadores etc.

Hoje até parece que os alunos que desejam aprender estão na contra mão da maioria, assim como comportar-se em aula sem incomodar outras pessoas e até mesmo praticar a educação mais adequada e saudável .

O que seria esperado de um aluno para ser considerado adequado é a educação relacional, com as palavras mágicas: com licença, desculpe, por favor, obrigado.

Uma sala de aula seria muito melhor se os alunos fossem mais educados - principalmente na civilidade.  Ninguém no mundo gostaria de conviver com pessoas mal educadas, muito menos professores que precisam despertar nos alunos uma vontade de estudar, quando eles só gostariam de fazer o que quisessem, avessos às obrigações e responsabilidades que são.

Mas esses mesmos alunos mal educados tornam-se altamente estimulados e cheios de vontades de aprender quando os assuntos lhes interessam, surpreendendo até quem deles nada espera.

Portanto o segredo para se conseguir o interesse dos alunos e assim um “aluno bonzinho” é o professor: primeiro ouvir quais os interesses mais comuns que eles manifestam e, segundo: incluir a sua matéria neles ou o inverso, ilustrar ou embasar as aulas com os interesses deles. Sabendo que a paciência deles é cada vez mais facilmente esgotável, o professor deve alimentá-la fornecendo feedbacks a cada intervenção que o aluno fizer. Assim as manifestações dos alunos deixam de ser intrusivas e passam a pertencer ao relacionamento professor-aluno.  

Exigir dos pais que os alunos já cheguem educados à Escola é bem pior e mais difícil de obter resultados positivos do que transformá-los em parceiros da educação dos filhos deles.

6 de jul. de 2011

As tendências tecnológicas que vão guiar o marketing nos próximos anos

FONTE: EXAME

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Estudo da Razorfish destacou insights que aproximarão as marcas dos consumidores


São Paulo - A agência Razorfish anuncia insights sobre cinco tecnologias relacionadas ao futuro digital, que estarão presentes em todos os pontos de contato com os consumidores nos próximos anos.

“O estudo tem o objetivo de indicar caminhos para o marketing em um cenário de rápidas transformações, oferecendo às empresas um guia completo para atender às expectativas de um mercado em evolução", afirma Jose Martinez, managing director da Razorfish para a América Latina.

1 Near Field Communication (NFC)
Entre as tendências apresentadas pelo Razorfish5 está a Near Field Communication (NFC), que facilita os pagamentos utilizando tecnologia móvel e que hoje é predominante no Japão e em outros países emergentes.

Apesar de disponível há anos, a NFC atingiu o seu ponto de inflexão em 2011, com o Android e a Apple adotando a tecnologia em seus aparelhos. Além de facilitar pagamentos, essa tecnologia, por meio do Bluetooth, permite que as empresas enviem mensagens para o consumidor quando ele estiver próximo de estabelecimentos comerciais que oferecem seus produtos ou serviços.
A NFC tem potencial para adicionar bilhões de dólares à receita publicitária. O aumento deve vir a partir do número crescente de usuários móveis e do tempo que passam com seus telefones celulares.

Há mais de cinco bilhões de telefones celulares no mundo, número quatro vezes superior ao de TVs. “O celular está sempre com o consumidor, criando a possibilidade de impactá-lo com conteúdos relevantes no momento em que ele está mais receptivo à mensagem”, acrescenta Martinez.
2 Revolução da Interface
A Revolução da Interface decreta o final da hegemonia do mouse na navegação. Os consumidores já iniciaram uma migração em massa para interfaces que estejam mais próximas da experiência humana natural (Natural Human Interface - NUI), adquirindo dispositivos de condução de experiências NUI como Smartphones, tablets – principalmente o iPAD da Apple – consoles de videogame como o Microsoft Kinect, Nintendo Wii e Playstation Move, entre outros.
“As marcas deverão se adaptar e oferecer mais conteúdo interativo, em multiplataformas e multicanais”, observa Martinez. Essas tecnologias deverão ser aplicadas às ações de marketing e de relacionamento com o consumidor, tornando o contato mais amigável e atraente.

3 APIs abertas e serviços digitais
As APIs abertas (Interface de Programação de Aplicações) e os Serviços Digitais são apontadas no estudo como uma enorme oportunidade para a verdadeira inovação.

Essas tecnologias permitem que o consumidor participe e influencie as definições de produtos das empresas por meio digital. O nível de colaboração pode variar de acordo com o perfil da empresa e do consumidor, permitindo maior ou menor participação e integração nessas definições. 
Facebook, Google e Twitter foram construídos, em grande parte, por suas comunidades de usuários. “Isto comprova que não há maneira melhor de engajar a audiência do que permitir que ela opine e participe no desenvolvimento de um determinado produto ou serviço”, afirma Brian Crotty, managing director da Razorfish no Brasil. Outras empresas que adotaram as plataformas abertas foram a Amazon, a Best Buy e a Netflix.
4 Marketing na era dos grandes dados
Outra tendência indicada é o Marketing na Era dos Grandes Dados, que aponta para o grande volume de dados de consumidores teoricamente “disponíveis” na web.
Segundo Crotty, o grande problema consiste em transformar essas informações em conhecimentos práticos e ações efetivas. No entanto, com as novas ferramentas baseadas na computação em nuvem, as empresas podem finalmente traduzir trilhões de linhas de dados em uma conversa mais direcionada aos consumidores, com um ciclo de feedback quase imediato.
5 Computação em nuvem
Por fim, o Razorfish 5 destaca a Computação em Nuvem como tendência crucial. As empresas adotaram amplamente ao longo dos últimos anos esta tecnologia, que utiliza uma nova arquitetura que funciona como software, em vez dos frágeis sistemas físicos do passado.

Segundo o estudo, empresas que empregam essa tecnologia são capazes de conduzir o foco do negócio em um ritmo mais rápido, em vez de manter o dimensionamento na infraestrutura.

O desenvolvimento e implementação de estratégias de marketing de forma integrada a essas tecnologias, segundo o managing director da Razorfish Brasil, permitirá às empresas atuarem de forma inovadora e eficaz na comunicação com seus clientes.

O relatório completo pode ser visto no site da Razorfish5.

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Texto Original: Exame.Abril 

28 de jun. de 2011

Lançamento do Livro A Escola no Século XXI

Caros Leitores, 

É com prazer que anunciamos o lançamento do livro “A Escola no Século XXI”, o primeiro da série de quatro volumes, no dia 30 / 06 / 2011, às 19 horas, no auditório do Setor de Ciências Sociais Aplicadas, da UFPR.
Concebido na UFPR, a partir do Programa de Desenvolvimento Educacional da Secretaria de Estado da Educação do Paraná e construído de forma colaborativa por autores de todo o Brasil, a obra apresenta reflexões sobre o processo ensino-aprendizagem e as inquietações da gestão escolar diante da incorporação e uso das novas tecnologias na educação, da Educação Infantil ao Ensino Superior.
Pelo portal, vocês podem obter mais informações e acessar áreas interativas sobre a obra
ou para os twiteiros,          
São os organizadores, Marcus Garcia de Almeida e a Profª. Maria do Carmo Duarte Freitas / UFPR, do DECIGI / UFPR


22 de jun. de 2011

CASEC 2011 Organiza ida dos acadêmicos para o II ENASEC


A diretoria do Centro Acadêmico de Secretariado (CASEC 2011) está organizando a viagem dos acadêmicos de secretariado da Unioeste, para participar do II ENASEC - Encontro Nacional Acadêmico de Secretariado Executivo, que se realizará em Passo Fundo-RS. Veja a seguir os detalhes sobre a viagem:

2º Enasec: 20 a 22 de outubro de 2011
Tema “A evolução da profissão por meio da pesquisa”
Início: 20/10/2011 às 17h
Encerramento: 22/10/2011 as 11h30
Local do evento: UPF – Universidade de Passo Fundo

Programação:
Saída Toledo: 06h 20/10/2011
Chegada PF: 15h 20/10/2011
Saída PF: 19h 22/10/2011
Chegada Toledo: 3h 23/10/2011

Hospedagem: Germanias Blumen Hotel. Rua Antonio Araújo, 233

Transporte: Sander Transportes
A princípio contamos com apenas um ônibus de 42 lugares, logo, os primeiros a confirmarem garantirão as vagas. E dependendo do número superior a este de interessados contactaremos outro veículo de transporte.

Valores: R$200,00. Incluso: Transporte e Hospedagem.
Parcelas no valor de R$50,00 para: 
1ª: 10/07; 2ª 10/08; 3ª 10/09 e 4ª 10/10.

Inscrições: R$50,00 até 30/06/2011
Cada interessado fará sua inscrição e pagará individualmente. (VALOR NÃO INCLUSO NAS PARCELAS)

Para garantir sua vaga: Trazer o comprovante da inscrição paga até 27/06/2011 para os responsáveis:
Pagamentos e confirmações:
1º Ano – Márcio (1º)
2º Ano – Amanda (2º)
3º e 4º Ano – Josmary (2º)

Transporte: Márcio 1º Ano
Hospedagem: Jefferson e Marcos 2º Ano
Tour e Alimentação: Lucimara (1º) e Fabiola (3º)

Entre em contato com os responsáveis e garanta já sua vaga.

Dúvidas:

Inscrições para o ENASEC:

9 de jun. de 2011

Chegando no mercado de trabalho? Veja algumas dicas.

Chegar ao mercado de trabalho, para muitos jovens, é um desafio. Conquistar uma posição de seu interesse então é uma tarefa muito mais árdua. Alguns tem em mente que a graduação, ou mesmo a instituição de ensino da qual estão saindo, lhes proporcionará de imediato bons postos de trabalho. Isso nem sempre é verdade.

Por isso, postamos aqui um texto da Revista Ensino Superior, mostrando uma outra visão da tão esperada chegada ao mercado de trabalho.

Confiram.

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Um pra trás, dois pra frente
Para alcançar objetivos profissionais, ex-alunos aceitam até ganhar menos no começo de carreira para depois conquistar melhores postos nas empresas

O nome de uma instituição tradicional no currículo pode até ajudar, mas, na prática, as vagas para jovens profissionais ficam nas mãos de quem demonstra mais habilidade para o cargo e, principalmente, de quem possui experiência na área. E o mercado está repleto de exemplos desse tipo.

Foi o conhecimento da área de trabalho, obtido em um emprego anterior, que proporcionou uma vaga de estágio a Karina Souza, 27 anos, graduada em comércio exterior pela Uninove e atual funcionária da multinacional do setor químico Basf. "Estava muito difícil encontrar alguém com experiência. Já tinham feito seleção, dinâmica, e ninguém se enquadrou. Como eu tinha meu currículo cadastrado e esse conhecimento, fui chamada para a entrevista e fiquei com a vaga. Antes, na primeira fase, eu não entrei", lembra.



Karina ingressou na empresa em 2004, antes de se formar, e desde então foi promovida duas vezes em seleções internas. 



A gerente de importação da Basf, Érika Pinheiro, 37 anos, também se formou em comércio exterior pela Uninove, mas em uma das primeiras turmas, no final da década de 1990. Antes de entrar na Basf, já trabalhava na indústria química e direcionou sua carreira para chegar à empresa, investindo em especializações e abrindo mão de um cargo maior no emprego anterior. "Dei um passo atrás para poder dar dois para a frente", diz. Na entrevista de emprego, ela conta que não foi questionada a respeito da instituição em que se formou. "Não houve preconceito algum com o nome no diploma. A entrevista foi sobre questões técnicas e voltada às competências em gestão de pessoas e comunicação", diz.


Assim como a trajetória de Érika na empresa não se deveu apenas à gradua­ção, os processos seletivos sobre os quais ela é responsável também não dão importância ao nome da universidade. "Considero a bagagem do candidato e a capacidade de dar resposta às demandas. Muitos recém-formados trazem apenas a teoria, têm dificuldade de se adaptar ao mundo corporativo", relata.


Há nove anos trabalhando na HP, uma das líderes mundiais em equipamentos de informática, o analista de sistemas Fábio Nunes da Silva, 26 anos, afirma que a política da empresa é não filtrar candidatos de acordo com a origem do diploma. Ele fala com a propriedade de ter entrado na empresa como estagiário na área de RH, passado por seleções internas e de atuar nesse setor até hoje, como analista de cargos e salários. "A empresa está aberta para candidatos de todas as universidades. Alguns gerentes até pensam em preferir alguma instituição, mas nós [do RH] conversamos, mostramos que é preciso dar oportunidades", afirma.

Graduado pela Unip, Fábio conta que desde que ingressou na empresa, ainda no primeiro ano da graduação, nunca foi questionado a respeito de sua formação. Para ele, o fato de cursar análise de sistemas, algo incomum para quem deseja trabalhar com gestão de pessoas, causou mais estranhamento, mas mesmo assim foi de grande utilidade. "No fim, isso foi um ponto positivo, porque nessa área é difícil encontrar quem se dá bem com tecnologia", diz.

É justamente essa capacidade de fazer algo além do que a gradua­ção oferece que chama a atenção dos contratantes. "Muitas vezes falta ao candidato o inglês ou outra habilidade para a vaga, mas hoje em dia é preciso se esforçar sempre, fazer cursos extras, e isso não depende da faculdade", conclui o analista, que continua em busca de melhorar seu currículo e crescer na empresa. (G.J.)

5 de jun. de 2011

Como realizar pesquisas na Internet

Estudantes de todas as idades e em qualquer nível de ensino estão constantemente envolvidos em atividades de pesquisa e aprendizado. Para a realização de trabalhos escolares, muitas vezes, esses estudantes utilizam-se de sites de busca e outras fontes virtuais, mas que nem sempre apresentam a qualidade necessária para a realização desses estudos.



Para tanto, é necessário que se conheçam algumas técnicas em específico e que se tenha um cuidado redobrado para não acabar compromentendo a qualidade da pesquisa. 


Abaixo, matéria retirada do site da Gazeta do Povo, na guia Educação, com dicas para quem está iniciando-se no mundo das pesquisas escolares e até mesmo acadêmicas. 

Aproveitem.

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Para uma pesquisa virtual segura


Imagine uma loja em liquidação em que há muitos produtos a preços baixos e de fácil acesso, mas onde nem tudo é bom e para achar algo de qualidade é preciso vasculhar. É praticamente dessa forma que funciona a oferta de informações na internet. Há milhares de sites, mas nem sempre há garantia de conteúdo seguro. Para os estudantes, que cada vez mais substituem os livros didáticos e enciclopédias pela informação on-line, o que parece uma imensa vantagem pode se transformar em uma cilada e colocar em descrédito o trabalho escolar. A reportagem da Gazeta do Povo conversou com educadores e especialistas para saber quais as dicas para uma pesquisa segura em que é preciso ficar atento para que a aprendizagem não seja comprometida

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Pode confiar
Confira algumas sugestões de sites dadas por professores do ensino fundamental e médio:
Fontes: Fábio Busse, professor de inglês do Colégio Dom Bosco, Jackson Milano, professor de física do Colégio Positivo e Ana Julieta Vieira, professora de história do Colégio Imaculada Conceição.
Como funciona a busca?
A estudante do segundo ano do ensino médio Ana Paula Rusycki, 15 anos, sempre conta com a ajuda de sites de busca para fazer pesquisa escolar. Não usa nenhum critério de seleção e vai direto aos primeiros resultados encontrados, porque diz acreditar que são os mais visitados e por isso têm mais credibilidade.
Se ela soubesse, porém, como funciona a busca talvez não confiasse tanto nas primeiras informações que aparecem. Isso porque os sites de busca usam vários critérios que definem uma sequência de instruções, os chamados algoritmos, que fazem com que uns sites fiquem em primeiro e outros em último lugar no resultado. O analista de conteúdo da Agência Susse Guilherme Nagueva explica que no Google, por exemplo, os algoritmos são a quantidade de links em outros sites que apontam para aquela página, as palavras que foram digitadas na busca e que batem com as que estão no título do site, indicações de rede social, ou seja, quantidade de vezes que o site é citado nelas, e a qualidade de conteúdo, se o texto está completo e bem escrito.” O Google tenta levantar os melhores resultados, mas claro que não necessariamente os primeiros são os mais confiáveis e que terão a informação de que o estudante precisa”, diz.
O resultado da busca também depende do computador de onde ela é feita. Cada vez que um usuário o utiliza fica registrado um histórico de sites preferidos. Se, por exemplo, uma pessoa visita bastante sites de compra, quando fizer sua busca, se a palavra digitada estiver presente em alguns sites, eles serão listados. “É por isso que o resultado de uma pesquisa nem sempre será igual para todos”, explica o perito em busca da I-Cherry Alexandre Kavinsky.
De olho no oficial
O primeiro passo para começar uma pesquisa escolar on-line é priorizar sites oficiais. Podem ser de instituições governamentais, educacionais – como universidades e centro de pesquisas – ou empresas renomadas e conhecidas no mercado. Vale também consultar sites de veículos de comunicação, como de jornais, revistas e televisão. Mas cuidado: nesse caso é preciso que o veículo tenha credibilidade e que o nome das fontes consultadas apareçam. “O nome completo da pessoa é garantia de que alguém que entende do assunto passou aquela informação. Melhor ainda se for renomada e conhecida”, explica o pesquisador de educação, arte e cultura no ciberespaço da Universidade de Brasília (UnB) Lúcio França Telles. Se o estudante não conhecer a fonte para identificar seu prestígio, uma sugestão é procurar seu currículo na Plataforma Lattes (lattes.cnpq.br), portal que reúne informações acadêmicas e de pesquisa.
No caso de blogs, o cuidado deve ser redobrado. Como esses sites são essencialmente opinativos, o conteúdo pode ser parcial. A recomendação do pesquisador é que os estudantes usem blogs com moderação para seus trabalhos e, antes de tudo, leiam o perfil do autor, sua formação e seu local de trabalho para ter noção de quem ele é e qual sua linha de pensamento.
Sites de busca
Segundo dados da Companhia de Informação da Web Alexa, que mede tráfego de dados na internet, entre os sites mais acessados do mundo virtual estão o Google e o Yahoo, dois grandes buscadores, que são consultados no mundo inteiro. Para usá-los com eficiência o diretor de Tecnologia Educacional da Editora Aymará, Eduardo Cardoso Júnior, dá duas dicas fundamentais.
A primeira é sempre colocar as palavras-chave entre aspas, pois assim a busca englobará todos os termos juntos, e não separados, o que reduz significativamente a quantidade de sites listados. A segunda é delimitar a data e pesquisar assuntos publicados nos último três meses para garantir que a informação seja recente. No Google, por exemplo, isso pode ser feito usando o modo Busca avançada, que fica ao lado do campo onde se digita a palavra.
Confirmação
Não acredite nas informações da primeira busca. O ideal é checar com pelo menos outras duas fontes. Alguns sites servem apenas como ponto de partida, pois não trazem o conteúdo de forma aprofundada. Um exemplo é o Wikipédia, que traz verbetes postados por uma rede de colaboradores voluntários do mundo inteiro.
Luciana Allan, diretora do Instituto Crescer, que é especializado em aprendizagem digital, conta que embora muitas pessoas possam postar no Wikipédia existe um grupo que coordena e edita as informações, que hoje chegam a 3,5 milhões de artigos em 205 idiomas. “Uma das regras é que o conteúdo precisa conter referências e fontes relevantes. O critério garante credibilidade, mas vale lembrar que não é um conteúdo fechado. O estudante pode até dar uma olhada, mas deve buscar outras fontes para seu trabalho”.
Apresentação dos dados
Ficar atento ao layout do site e como os dados são apresentados ajuda a garantir uma pesquisa segura. “Uma grande quantidade de anúncios pode ser um sinal de alerta, de que o principal interesse é vender e não informar. Mas claro que não é uma regra geral. O UOL, por exemplo, tem bastante anúncio, mas é um site confiável e noticioso”, diz Cardoso. Erros de português também colocam as informações em descrédito. Por isso, quando eles forem abundantes, o indicado é sair do site.

Fonte: Gazeta do Povo.